(Source: m-e-d-u-s-a, via papeldeseda)


Um dia me perguntaram se eu sabia o que era amor e respondi prontamente que não. Pedi que me perguntasse novamente daqui a setenta ou oitenta anos, porque hoje eu não sei o que é amor.
Se preciso for falo amor em francês, inglês, alemão, português, espanhol, japonês, grego… Em grego é que eu teria mais opções para falar amor, já que essa é a única língua que sei que possui mais de uma palavra para dizer amor (αγάπη: ágape, ἔρως: eros, φιλία: filia, στοργή: storge).
Nos dicionários temos diversas definições para essa palavra. Nas enciclopédias hão tantas outras. Estudos diversos existem, alguns falam que amor é algo momentâneo, outros dizem que amor é um sentimento duradouro e os filósofos se perdem em devaneios discutindo e tentando diferenciar paixão de amor.
Na literatura temos livros inteiros dedicados a romances, livros inteiros com histórias girando ao redor do amor. Contos inteiros sobre pessoas matando e morrendo em nome do tão famoso amor, amor sofrido nas tragédias, amor platônico nos romances. Poesias inteiras dedicadas a descrever o sentimento, o desejo, a pessoa amada, o amor…
Cada pessoa tem sua visão do que é amor. Falam do amor que sentem pelos pais, amigos, outras pessoas, música, time, textos e também não chegam a um consenso.
Na música o que não falta é canção sobre amor, temas românticos, o amor é eternizado na forma de música, instrumentos unem seus sons para declarar o amor.
Ainda assim, nada descreve o amor como ele é e como saber o que é amor…
Alguém poderia me perguntar: “Você gosta de filosofia, lê livros, escuta muita música, escreve poesias… porque não define o que é o amor? O que é o amor?”
E novamente eu responderei: “Não sei o que é o amor. Daqui a muitas décadas eu julgo que serei maduro o suficiente para tentar definir o que é o amor. Hoje eu vejo o amor como um sentimento, como um lugar, como uma companhia, como uma situação, como um nome, como um texto em dedicatória. Ainda assim eu digo que não sei o que é o amor, não sei descrever algo tão abstrato, algo tão belo…”
Apesar disso tudo eu busco o amor em cada pedra na praia, em cada luar visto ao mar, em um olhar, em cada palavra, nos abraços, nos beijos, na poesia e na saudade. Busco porque acredito no amor, seja lá a forma dele, só sei que acredito e que ele pode ser alcançado. Pena que ainda estou em minha juventude e minha imaturidade impede de ver e saber o que é o amor, mas não impede que eu siga buscando, aprendendo e sonhando em encontrar a resposta na pessoa que me guia no caminho do amor.
———-
Reflexões sobre o amor - Iago Alves
Dedico esse texto a Julianna Alves que me perguntou se eu sei o que é amor, que me inspira e me guia em minha busca.

Seja lá o que te torne feliz
Seja lá o que você queira
Tão especial
Eu queria ser especial
Mas sou um verme
Sou um esquisito
Que porra tou fazendo aqui?
Eu não pertenço a esse lugar
Eu não me pertenço
A preguiça cria tecnologia, a tristeza poesia
Fazer um amigo é a coisa mais perigosa que existe, pois somente alguém que te conhece bem consegue abrir tuas feridas usando palavras, mesmo que sem intenção. Ainda assim prefiro arriscar, pois a maior ferida é criada pela solidão e os amigos mais curam feridas do que criam.
Chorar te deixa leve porque cada lágrima leva o peso de uma tristeza que você guardava em sua cabeça
(Source: muinhosdeventos, via sapphireatena)
